Nas
eleições de outubro, mais uma vez, as mulheres são a maioria entre pessoas
aptas a votar. Segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos
mais de 156,4 milhões de eleitores que poderão participar do pleito nos dois
turnos, 53%, pouco mais de 82,3 milhões, são do gênero feminino e 74 milhões do
masculino, que equivale a 47%. A reportagem é da Agência Brasil.
Na
distribuição regional dos eleitores, os três maiores colégios eleitorais – São
Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram quase a metade dos votos do
país (42,64%). No Rio Grande do Norte, 52,83 % do eleitorado é composto pelo
gênero feminino, sendo 1.349.571 de mulheres. Já o eleitorado masculino compõe
47,17 % do total, com 1.205.146 homens.
Perfil
Segundo o TSE, a maior parte das eleitoras brasileiras (5,33%) tem de 35 a 39
anos, seguida das mulheres com idade entre 40 e 44 anos (5,32%). A faixa de 25
a 29 anos soma 5,2%. Apesar do voto no Brasil ser obrigatório entre 18 e 70
anos, um dado curioso é o de eleitoras com 100 anos ou mais: são 87,4 mil.
Exterior
Entre eleitores que moram no exterior, elas, também estão em maioria. Das quase
700 mil pessoas que moram fora do país e se habilitaram para votar para o cargo
de presidente da República, 59% são mulheres e 41% homens.
Representação
Números tão expressivos ainda não se refletem em assentos políticos e de poder.
Segundo o TSE, nesses espaços, as mulheres continuam sub-representadas. Nas
Eleições Gerais de 2018, apenas seis das 81 vagas do Senado Federal foram
conquistadas por mulheres. Na Câmara, dos 513 eleitos somente 77 eram do sexo
feminino. Em 2018, apenas uma governadora foi eleita: Maria de Fátima Bezerra,
no Rio Grande do Norte (RN).
Para
incentivar a entrada e a permanência das mulheres na política, o TSE lançou, em
junho de 2022, a nova campanha Mais Mulheres na Política 2022. Exibida
nacionalmente em emissoras de rádio e de televisão, redes sociais da Justiça
Eleitoral e no Portal do Tribunal, a campanha enfatiza a diferença entre o
Brasil real, de forte presença feminina, e o Brasil político, universo no qual
as mulheres ainda são minoria.
Na
avaliação do presidente da Corte Eleitoral, ministro Edson Fachin, a democracia
sem a expressão do feminismo se atrofia, torna-se uma mera formalidade, perde a
representatividade. Para o ministro, a democracia, para ser plena, tem que
apresentar a sua face feminina.
“Além
da questão da visibilidade das mulheres, há também a questão da efetividade das
medidas que visam garantir a elas o acesso e a voz nos espaços da vida política
do país. A Justiça Eleitoral está do lado da materialização dos direitos que
são inerentes à condição feminina”, destacou à época do lançamento da campanha.


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