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sexta-feira, 1 de maio de 2026

NEGOCIAÇÕES: Irã propõe novo acordo de paz em meio à crise do Estreito de Hormuz

Em um movimento que reacende as esperanças de pacificação regional, o Irã, por meio de mediadores paquistaneses, enviou nesta sexta-feira, 01 de maio, sua mais recente proposta de paz aos Estados Unidos. A iniciativa visa quebrar o prolongado impasse nas negociações e, crucialmente, aliviar a tensão que levou ao bloqueio do estratégico Estreito de Hormuz, com impactos diretos na economia global e na vida de milhões de pessoas.

A agência de notícias estatal iraniana Irna informou sobre a proposta, mas não forneceu detalhes. No entanto, os preços globais do petróleo, que dispararam desde que o Irã iniciou o bloqueio do Estreito de Hormuz, registraram queda imediata após a divulgação. O bloqueio desse vital canal marítimo tem interrompido 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás, enquanto a Marinha dos EUA impede as exportações de petróleo bruto iraniano. Essa situação elevou os custos de energia e acendeu preocupações de uma recessão econômica global.

Ainda não está claro se a proposta iraniana já chegou a Washington. Um cessar-fogo está em vigor desde 08 de abril, mas a notícia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, seria informado sobre planos para novos ataques militares – visando forçar o Irã a negociar – elevou novamente os preços globais do petróleo. Em contrapartida, duas fontes iranianas de alto escalão, falando à Reuters sob condição de anonimato, revelaram que o Irã ativou suas defesas aéreas e planeja uma resposta abrangente caso seja atacado, esperando um assalto curto e intenso dos EUA, possivelmente seguido por um ataque israelense.

Washington não divulgou seus próximos passos. Donald Trump havia expressado insatisfação com a proposta anterior do Irã na terça-feira, e o Paquistão ainda não definiu uma data para novas rodadas de negociação. Após os ataques aéreos dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, o Irã retaliou com disparos contra bases americanas, infraestrutura e empresas ligadas aos EUA em países do Golfo. Simultaneamente, o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou mísseis contra Israel, que respondeu com ataques ao Líbano, evidenciando a fragilidade da paz regional.

Sublinhando as profundas preocupações dos Estados do Golfo, Anwar Gargash, conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos, enfatizou que a "vontade internacional coletiva e as disposições do direito internacional" devem assegurar a liberdade de navegação pelo Estreito de Hormuz. Ele acrescentou que "nenhum acordo unilateral iraniano pode ser confiável ou considerado seguro após sua traiçoeira agressão contra todos os seus vizinhos".

Donald Trump enfrenta nesta sexta-feira, 01 de maio de 2026, um prazo formal nos EUA para encerrar a guerra ou apresentar ao Congresso os argumentos para sua prorrogação, conforme a Resolução de Poderes de Guerra de 1973. Contudo, a data parece destinada a passar sem alterar o curso do conflito, visto que um funcionário de alto escalão do governo afirmou que, para os propósitos da resolução, as hostilidades já haviam cessado devido ao cessar-fogo entre Teerã e Washington.

quarta-feira, 23 de julho de 2025

NEGOCIAÇÕES: Rússia e Ucrânia retomam conversas de paz na Turquia após dois meses sem diálogo

Negociadores russos estão na Turquia nesta quarta-feira 23 para uma nova rodada de conversas com representantes da Ucrânia, informou a agência estatal russa TASS. Esta é a primeira negociação entre os dois países em quase dois meses e ocorre em Istambul.

As duas partes já haviam se encontrado na cidade turca em 16 de maio e 2 de junho. Esses encontros anteriores resultaram na troca de milhares de prisioneiros de guerra e dos restos mortais de soldados. No entanto, não houve avanço nas negociações para a suspensão dos combates ou para o encerramento da guerra, que já dura quase três anos e meio.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá impor novas sanções à Rússia e aos países que continuarem comprando suas exportações, caso não seja firmado um acordo de paz em até 50 dias.

Apesar da ameaça, três fontes próximas ao Kremlin disseram à agência Reuters que o presidente Vladimir Putin pretende manter a ofensiva militar na Ucrânia até que o Ocidente aceite os termos de paz exigidos por Moscou. As fontes também indicaram que as demandas territoriais russas podem aumentar conforme as tropas do país avancem.

Via: Agora RN

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