terça-feira, 7 de julho de 2026

SEGURANÇA: Polícia indicia 17 integrantes de facção investigada por sequestros, ameaças e homicídios no RN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu um inquérito que resultou no indiciamento de 17 integrantes de uma organização criminosa com atuação em Goianinha e cidades da região. Segundo a corporação, as investigações identificaram a estrutura hierárquica do grupo e seu modo de atuação por meio de provas técnicas, digitais e periciais.

De acordo com a Polícia Civil, a facção disputava o controle territorial com um grupo rival e recorria à prática de crimes como sequestro, cárcere privado, ameaças e homicídios.

As investigações ganharam força após um crime ocorrido em dezembro de 2025, quando um homem foi atraído e sequestrado por integrantes da organização. A vítima foi levada para um galpão, onde permaneceu amarrada enquanto era interrogada por lideranças da facção por meio de uma videochamada. O objetivo, segundo a polícia, era obter informações sobre o paradeiro do irmão da vítima, apontado como integrante de um grupo rival.

Após o interrogatório, o homem foi levado para uma área de mata na zona rural, onde seria executado. No entanto, conseguiu reagir, feriu um dos suspeitos e fugiu.

Durante a fuga, o investigado deixou para trás uma bolsa com documentos pessoais e um telefone celular. A perícia realizada no aparelho revelou informações que permitiram aprofundar as investigações.

Segundo a Polícia Civil, o conteúdo do celular mostrou a divisão territorial da facção entre lideranças responsáveis por determinados bairros, além da existência de um sistema de arrecadação mensal chamado “Caixa da Cidade”, no qual cada integrante contribuía com R$ 150. Também foram encontrados registros sobre o controle financeiro da organização, aplicação de punições internas e monitoramento disciplinar dos membros.

Ainda conforme a investigação, mesmo após a adoção de medidas cautelares, a atuação criminosa continuou. Em janeiro de 2026, integrantes do grupo invadiram a casa da companheira de um integrante da facção rival e mantiveram a mulher em cárcere privado, sob ameaças, na presença da filha de um ano e seis meses.

A execução da vítima, segundo a polícia, só não ocorreu devido à aproximação de uma viatura da Polícia Militar, o que levou os suspeitos a fugir.

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares que resultaram no cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisões preventivas. Ao fim do inquérito, os 17 investigados foram indiciados pelos crimes de organização criminosa armada, sequestro, cárcere privado e ameaça.

Cinco investigados permanecem foragidos. São eles: Julio Souza de Carvalho, conhecido como “Índio”, de 28 anos; Robson da Cruz Ferreira, de 23 anos; Alin Kael Silva de Melo dos Santos, conhecido como “Kael”, de 22 anos; Creyson da Silva Santos, o “Creysinho”, de 26 anos; e Theles Pereira do Nascimento, conhecido como “Leozinho da Batalha”, de 19 anos.

A Polícia Civil pede que informações que possam ajudar na localização dos suspeitos sejam repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Via: Agora RN

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