Forças de Vladimir Putin
lançaram um intenso ataque aéreo contra Kiev com o objetivo de paralisar a
logística civil ucraniana, em uma medida de retaliação direta a ataques contra
centros similares na Rússia. A ofensiva, registrada na madrugada desta quarta-feira
(5, noite de terça no Brasil), marca uma nova etapa na estratégia militar russa
de guerra de atrito.
O impacto da decisão vai além
dos danos materiais: a destruição de infraestruturas essenciais compromete a
dignidade e a segurança cotidiana da população civil. O assessor presidencial
Serhii Beskrestnov, conhecido como Flash, alertou que o inimigo ampliou seu
leque de alvos, utilizando táticas que sobrecarregam as defesas antiaéreas
ucranianas.
A estratégia russa combinou o
uso de centenas de drones com ao menos 30 mísseis balísticos, incluindo modelos
Iskander-M, possivelmente equipados com ogivas de fragmentação. O objetivo foi
saturar a capacidade de resposta dos dez sistemas americanos Patriot à
disposição de Volodimir Zelenski, que enfrentam escassez crítica de
interceptadores.
Os danos à infraestrutura
civil foram severos. O shopping Epitsentr, referência em Kiev para artigos de
construção, foi inteiramente destruído. Depósitos da rede de entregas NP e da
rede de supermercados Novus, além de um centro logístico da varejista Rozeska,
também foram atingidos por chamas que tomaram a paisagem noturna da capital.
Esta ofensiva é uma resposta
direta à campanha ucraniana iniciada em 18 de julho contra a Wildberries, a
gigante varejista russa, que resultou em prejuízos significativos para a
logística interna da Rússia. A escalada ocorre em um momento em que Volodimir
Zelenski busca pressionar por negociações antes do início do inverno no
Hemisfério Norte, um processo diplomático estagnado desde a suspensão da
mediação de Donald Trump devido ao cenário no Irã.
Por Redator
