O Rio Grande do Norte
registrou um avanço significativo na área afetada pela seca, que já compreende
86% do território estadual. A constatação foi oficializada pelo Monitor de
Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em relatório divulgado
na segunda-feira (19/10).
O impacto para a população é
direto, com a parcela do solo classificada em seca moderada saltando de 25%
para 61% entre agosto e setembro. Esse cenário compromete a produção agrícola,
o abastecimento hídrico e a dignidade das famílias que dependem do campo,
colocando em xeque a segurança alimentar e a economia local.
A situação tende a se tornar
ainda mais crítica com o comportamento do El Niño. Um boletim do Painel El Niño
2026-2027, publicado na quinta-feira (29/10), alerta que o fenômeno pode
atingir intensidade muito forte entre novembro deste ano e janeiro de 2027. A
previsão, que é técnica e definitiva, indica chuvas abaixo da média em grande
parte do Nordeste, agravando o déficit hídrico já enfrentado pela região.
O documento, que reúne estudos
de sete órgãos federais, incluindo Inmet, Inpe e Cemaden, projeta um dos
episódios mais intensos de aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial
desde 1950. A nível nacional, o agravamento é evidente: o número de municípios
brasileiros em seca extrema subiu de quatro para 68 entre agosto e outubro,
evidenciando um desafio climático que demanda atenção das políticas públicas de
mitigação.
Via: Blog
do Robson Pires


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