O presidente dos Estados
Unidos, Donald J. Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao estabelecer um
prazo de 48 horas para que o país mude sua posição em relação ao Estreito de
Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Em publicação feita em sua
rede social, Trump afirmou que o tempo está se esgotando e ameaçou
consequências severas caso não haja avanço. Na mensagem, ele reforça a
exigência de um acordo ou da reabertura da via marítima, atualmente afetada
pelo conflito envolvendo Washington, Teerã e aliados.
O cenário ocorre em meio à
escalada militar no Oriente Médio. Estados Unidos e Israel estão em confronto
com o Irã desde o fim de fevereiro, após um ataque coordenado em Teerã. A
ofensiva resultou na morte de integrantes do alto escalão iraniano e na destruição
de estruturas militares, segundo autoridades americanas.
Como resposta, o Irã realizou
ataques em países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita,
Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando ter como alvo
interesses dos EUA e de Israel nesses territórios.
Dados da Agência de Notícias
de Ativistas de Direitos Humanos indicam que mais de 1.750 civis morreram no
Irã desde o início do conflito. Já a Casa Branca contabiliza ao menos 13
soldados americanos mortos em ações relacionadas aos ataques iranianos.
A tensão também se estendeu ao
Líbano, onde o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, intensificou confrontos com
Israel. Desde então, ataques aéreos israelenses têm sido realizados no país,
deixando centenas de mortos.
No cenário político interno
iraniano, a morte de parte da liderança resultou na escolha de um novo líder
supremo, decisão que gerou reação negativa de Trump, que já havia manifestado
oposição à indicação.


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